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É necessário sofrer pela perda de quem amamos?
 
Pe. Manoel Ferreira dos Santos Jr (MSC)
 
 
Se existe um tema difícil de escrever e de falar, é sobre a morte. Poucos se arriscam, porém vejo que se faz necessário.

Em primeiro lugar gostaria de falar algo, que todos sabem; diante da morte, ninguém escapa. Todos morremos! Faz parte de nossa condição humana experienciarmos a morte. Todos certamente já perderam um parente próximo, ou alguém que amava muito. É uma experiência pessoal e única, principalmente se a morte foi fruto de uma trágica fatalidade ou de um acidente, sobretudo se era alguém novo, cheio de força e saúde, alegre e idealista. Como é triste a perda! Como sofremos com ela! Não há explicação. Toda e qualquer argumentação é vazia e não nos convence. Mas por que não nos convence? Justamente porque é uma experiência pessoal, que pode nos levar ao desespero ou à esperança, que nos fará crescer em nosa fé e na experiência do Deus da vida.

Nós cristãos também sofremos diante da morte, pois sabemos de sua dureza, da falta que o ente querido nos faz, mas temos pelo menos duas vantagens diante daquele que não é cristão. A primeira vantagem é, que nós cristãos acreditamos em Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou, sobretudo que durante a sua vida já professava a ressurreição dos Mortos. Diz S. Paulo: “ Se o Cristo morreu e não ressuscitou, vã é nossa fé”. Mas nós acreditamos na ressurreição, graças a Jesus Cristo. Vivemos na esperança, de um dia, encontrarmos ao Deus da vida e os nossos irmãos já falecidos que estão juntos de Deus. Após a morte teremos vida plena e conheceremos tudo e todos com totalidade. Viveremos a vida plena, onde ninguém mais vai chorar, ficar triste, sofrer. Será a plena paz e alegria.

A segunda vantagem em ser cristão é a solidariedade encontrada junto às comunidades, que vivem e professam a fé na ressurreição. A presença, a partilha, a compaixão e a solidariedade diante do sofrimento, estampado no rosto de cada irmão, alivia e fortalece a pessoa enlutada. “ O sofrimento, quando é partilhado com os nossos irmãos se torna mais leve. “ Por isso, é possível, com menos dificuldades, levantarmos a cabeça e enfrentarmos a vida novamente.

Todos aprendemos a superar a morte. O tempo é o melhor remédio, feito por Deus, para que a nossa ferida fosse curada e cicatrizada. Mas a experiência da morte não pede ficar nela mesma. Nós temos que tirar uma lição do sofrimento. E essa lição tem que servir para o crescimento pessoal e para o crescimento de toda família, pois não somos desligados um dos outros. Somos solidários. Estamos no mesmo SOLO, partilhamos o mesmo chão, e um é conSOLO, para o outro. A experiência, que fazemos da morte, deve nos levar a sermos diferentes com as pessoas: mais amáveis, mais solidários, mais comprometidos.

Quantas pessoas vivem conosco anos e anos, e nós só as valorizamos após sua Morte. A quantas pessoas nunca demos atenção, tempo, amor, carinho e, após sua morte, sentimos sua falta. Não quero que, com este parágrafo, você pense nos mortos que deixaram este mundo, mas pense nos vivos estão ao seu lado. Como você vive hoje? Você tem sensibilidade a eles, você os ama de verdade, você é carinhoso com eles. Se eles morressem hoje, você seria capaz de dizer que fez tudo o que podia por eles?

Valorizamos as pessoas apenas após a sua morte. Valorize-as já. Diz a nossa fé, que pela morte perdemos um irmão(a) na terra, mas ganhamos intercessores junto a Deus nos céus, E que da alegria eterna, intercedam por nós. Amém!

“Ora, Deus não é Deus de mortos, mas sim de vivos; todos, com efeito, vivem para Ele”. (Lc 20,38).
 
 
 
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